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Teste Epigenético
Medir a Idade Biológica
A idade que temos no calendário nem sempre corresponde à idade do nosso organismo.
O desenvolvimento dos relógios epigenéticos, impulsionado pela investigação desenvolvida em instituições académicas de referência, nomeadamente a UCLA (University of California, Los Angeles) e a Harvard University, veio transformar a forma como estudamos e medimos o envelhecimento. Através da análise de alterações epigenéticas, nomeadamente padrões de metilação do ADN, tornou-se possível estimar a idade biológica de uma pessoa — isto é, perceber como o organismo está a envelhecer para além da sua idade cronológica.
Esta informação é particularmente relevante na Medicina da Longevidade, porque permite acrescentar uma dimensão mensurável às intervenções realizadas. Alterações na alimentação, exercício físico, sono, gestão do stress e outros fatores relacionados com o estilo de vida podem ser implementadas com um objetivo clínico e posteriormente monitorizadas ao longo do tempo.
No CIM, o teste epigenético é utilizado como uma ferramenta complementar de avaliação e acompanhamento. Ao comparar os resultados em diferentes momentos, podemos perceber a evolução dos marcadores de envelhecimento biológico e integrar essa informação com os restantes dados clínicos e biomarcadores do doente.
Desta forma, conseguimos monitorizar as estratégias de longevidade, avaliar a sua evolução e realizar ajustes atempados e personalizados, sempre que clinicamente indicado.
O teste pode, por isso, ser realizado de forma recorrente, com uma periodicidade definida individualmente pela equipa clínica, de acordo com o perfil, os objetivos e as intervenções de cada pessoa.
Porque na longevidade não basta implementar mudanças. É importante medir, acompanhar e ajustar , com o objetivo de acrescentar mais saúde aos anos e mais anos à vida.
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O que é um teste epigenético?
É um teste que analisa marcadores epigenéticos, nomeadamente padrões de metilação do ADN, permitindo estimar a idade biológica e acompanhar a forma como o organismo está a envelhecer.
Qual é a diferença entre um teste genético e um teste epigenético?
O teste genético analisa variantes do ADN, que permanecem essencialmente estáveis ao longo da vida. O teste epigenético avalia alterações na regulação dos genes, que podem variar ao longo do tempo e ser influenciadas pelo estilo de vida e pelo ambiente.
O teste epigenético permite avaliar se as intervenções de longevidade estão a resultar?
Permite monitorizar a evolução de determinados marcadores de envelhecimento biológico. Quando integrado com a avaliação clínica e outros biomarcadores, ajuda a acompanhar as intervenções implementadas e a orientar eventuais ajustes.
É necessário repetir o teste epigenético?
Pode ser repetido ao longo do tempo. A periodicidade é definida individualmente, de acordo com o perfil clínico e as intervenções realizadas, permitindo acompanhar a evolução da idade biológica e ajustar atempadamente as estratégias de longevidade.
Como é realizado o teste epigenético? É doloroso?
O teste epigenético é realizado através de uma colheita de sangue, de forma semelhante a uma análise sanguínea habitual. É um procedimento simples, rápido e praticamente indolor.
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