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Obesidade

É da sua saúde que se trata.

O que é a Obesidade

A obesidade é uma doença crónica, grave e multifatorial, que pode estar na origem ou contribuir para o desenvolvimento de múltiplas outras doenças. Segundo a Direção-Geral da Saúde, mais de metade da população adulta portuguesa apresenta excesso de peso ou obesidade, reforçando a importância de uma abordagem médica estruturada, individualizada e de longo prazo.

 

Doenças associadas à Obesidade

A obesidade está associada a um maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença cardiovascular, doenças osteoarticulares e musculares, perturbações do sono, disfunção erétil, alterações da fertilidade, depressão e vários tipos de cancro, entre outras patologias.

Tratá-la é, por isso, cuidar de muito mais do que o peso: é intervir na saúde metabólica global, reduzir fatores de risco e melhorar a qualidade e a expectativa de vida.

 

Como é feita a avaliação no CIM

No CIM, a obesidade é abordada enquanto doença crónica e no contexto global da saúde metabólica. A avaliação é multidisciplinar e considera, entre outros fatores, a composição corporal, o perfil metabólico, as doenças associadas, os hábitos de vida, a alimentação, a atividade física, o sono, os tratamentos anteriores e os objetivos individuais.

A partir desta avaliação é definido um Plano de Saúde Metabólica personalizado, orientado para a melhoria dos parâmetros clínicos e metabólicos e para a obtenção de resultados sustentáveis ao longo do tempo.

 

Opções de tratamento

O tratamento é definido individualmente e pode integrar alterações dos estilos de vida, acompanhamento médico e nutricional, exercício físico e atividade física, bem como diferentes opções terapêuticas, de acordo com a indicação clínica.

Em casos selecionados, pode estar indicada a Cirurgia Metabólica, uma das abordagens mais eficazes no tratamento da obesidade e de várias das doenças metabólicas que lhe estão associadas. A indicação e a escolha da técnica devem resultar de uma avaliação clínica individual e multidisciplinar.

A abordagem pode também incluir tratamento farmacológico, quando clinicamente indicado. Entre as opções atualmente disponíveis encontram-se os medicamentos que atuam sobre as vias das incretinas, incluindo os agonistas dos recetores GLP-1 e outras terapêuticas relacionadas, que podem contribuir para a regulação do apetite, da saciedade e do metabolismo. A sua utilização deve ser sempre individualizada e acompanhada clinicamente.

No CIM, a cirurgia, a terapêutica farmacológica, a nutrição, o exercício e a intervenção nos estilos de vida não são encarados de forma isolada, mas como diferentes ferramentas que podem ser integradas num Plano de Saúde Metabólica, definido de acordo com as características, necessidades e objetivos de cada pessoa.

Tem dúvidas?
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Não. A obesidade não é simplesmente uma consequência das escolhas individuais ou da falta de força de vontade. É uma doença crónica, complexa e multifatorial, que envolve alterações e disfunções metabólicas, hormonais, genéticas e ambientais que podem influenciar a fome, a saciedade, o armazenamento de energia e a regulação do peso corporal. Por isso, deve ser encarada e tratada como uma doença, com acompanhamento clínico adequado.

Cirurgia Metabólica pode estar indicada em pessoas com obesidade, de acordo com o seu perfil clínico, metabólico, doenças associadas e tratamentos anteriormente realizados. A decisão e a escolha da técnica são sempre individualizadas e realizadas após avaliação médica e multidisciplinar.

Sim, quando existe indicação clínica. Os agonistas dos recetores GLP-1 e outras terapêuticas relacionadas atuam, entre outros mecanismos, na regulação do apetite e da saciedade. A escolha do medicamento, a dose e a duração do tratamento devem ser definidas e acompanhadas pelo médico.

Sim. A Cirurgia Metabólica e os fármacos não são necessariamente alternativas entre si. Em determinados casos, e de acordo com a evolução clínica, pode estar indicada a utilização de terapêutica farmacológica antes ou depois da cirurgia, como parte de uma estratégia integrada para otimizar e manter os resultados metabólicos e o controlo da obesidade a longo prazo. A decisão é sempre individualizada e acompanhada pela equipa clínica.

É uma abordagem personalizada e multidisciplinar que avalia a pessoa para além do peso. Pode integrar, quando indicada, a Cirurgia Metabólica, a terapêutica farmacológica, incluindo os GLP-1, bem como nutrição, exercício físico e atividade física e intervenção nos estilos de vida, com o objetivo de melhorar a saúde metabólica e promover resultados sustentáveis a longo prazo.

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